Resumo – Rally Dos Sertões 2014

Bom dia meus caros leitores da Quadriciclo Brasil, tudo bom? Hoje completa uma semana da data da chegada do Rally dos Sertões, que aconteceu entre os dias 20 e 30 de Agosto e percorreu os estados de Goiás e Minas Gerais, com chegada à cidade de Belo Horizonte. Para comemorar esta data, vamos fazer uma análise, na visão de um piloto estreante, sobre um dos rallys mais difíceis do mundo, O Rally dos Sertões.

O Rally dos Sertões é a segunda maior prova do planeta, e atrai um público de todas as regiões do Brasil, e até mesmo de outros países. Porém, se engana quem pensa que o rally é só acelerar, também é preciso de muita estratégia e cautela, principalmente nas especiais mais longas e na especial maratona.

A maratona é uma especial em que os pilotos, após a largada, não podem ter mais nenhum apoio mecânico de suas equipes, e, após a chegada, os veículos ficam guardados dentro de um parque fechado, evitando o contato das equipes. Somente após o termino do dia seguinte, que as equipes podem realizar reparos nos veículos.

Atrás das grandes equipes e dos pilotos favoritos aos títulos, encontramos inúmeras histórias de superação, pilotos que se inscrevem no rally para realizar o sonho de simplesmente concluir o rally. Simplesmente? Na verdade esse é um dos maiores desafios da competição, conseguir completar. Os pilotos percorrem os mais diferentes tipos de terrenos e enfrentam inúmeras horas pilotando, com altas médias de velocidade, sem direito a pausa para descansar ou almoçar, levando o organismo ao cansaço extremo.

Punhos doloridos, mãos roxas, bolhas nas mãos e nos pés, olheiras de noites seguidas sem conseguir dormir, tudo isso começa a tornar-se parte do cotidiano do piloto e das equipes de apoio. Sem contar os acidentes, muitas vezes causados pelo cansaço, ansiedade ou problemas mecânicos. Os dias vão passando e já é possível sentir o cansaço afetando o psicológico de toda equipe, refletindo no desempenho e nas constantes brigas. A pressão e o cansaço começam a afetar os membros da equipe, e tudo acaba sendo motivo para discussões e desentendimentos.

Então, chega o grande dia, a última etapa do rally, onde todos desejam poder ter a honra de subir a rampa de CHEGADA. É nessa rampa que você perceber todos os obstáculos que passou, e em meio a lagrimas de felicidade, que as equipes se lembram das brigas e dos momentos difíceis, e se fortalecem mais ainda para voltar no próximo ano. Talvez seja esse o maior prêmio do rally, perceber que conseguimos superar, após tantos desafios e tantas dificuldades, até mesmo, os momentos em que o corpo implorava para desistirmos.

“O Rally dos Sertões foi uma das melhores experiências da minha vida, e ao mesmo tempo, uma das piores. No primeiro dia tive um acidente feio, que quase me deixou fora da prova, e que acabou destruindo meu Quadriciclo. Graças a Deus não tive nada e no terceiro dia de prova já estava novamente competindo. Para todos que tem vontade de um dia participar de uma prova dessas, fica aqui o convite, e ao mesmo tempo um aviso, pois é necessário um grande preparo físico e psicológico, com uma equipe muito bem estrutura e que tenham uma boa relação.”


“Queria aproveitar o momento para me desculpar aos leitores, pois a correria das últimas etapas impossibilitou à atualização do diário de bordo, e realizar um agradecimento especial aos meus amigos e familiares, que sempre me apoiaram, aos organizadores e membros do Rally dos Sertões, pelo tratamento e atenção exemplar, e por me elegerem Piloto Revelação 2014, aos pilotos que me deram dicas e que sempre me ligavam preocupados sobre meu estado de saúde, aos meus mecânicos, Antônio Firmino (“Biscoito”) e Clebson, a minha equipe, a QuaTrilha do Cerrado Rally Team, a Equipe Mandacaru Rally Team, que nos ajudou ao longo de todo rally, ao repórter fotográfico Ângelo Savastano e ao Caderno Conta Giros, que nos acompanhou ao longo de todo o rally, a minha mãe, Patrícia Teixeira Costa, e minha irmã, Priscilla Teixeira Costa, que ficaram sempre na torcida e com o coração apertado no dia do acidente e ao meu pai, Paulo Henrique Costa de Souza, que tem me apoiado ao longo de todos os rallys e acreditado na minha competência, meu ídolo e ao mesmo tempo um dos motivos que não me fizeram desistir de completar esse rally, mesmo em meio as lagrimas de dor causadas pela queda. Queria também agradecer ao pessoal da Quadriciclo Brasil, que tem me apoiado e ajudado a divulgar a categoria Quadriciclos, e aos meus patrocinadores e colaboradores, à Polaris, Quadriciclo Brasil, UniPeças, Planet Som, Posto Dourado, Nordeste Eng. de Risco, Casa Costa, Grupo Porto, Feed Idiomas, Corpa Seeds, Unigel, Residencial Aventura, Ângelo Savastano Photo Sports e ao Instituto de Urologia de Barreiras, que confiaram no meu trabalho e possibilitaram minha participação no Rally do Sertões 2014”. – Pedro Henrique Teixeira Costa, 18 anos. Campeão Quadriciclos Junior (FIM – Mundial) & Piloto Revelação 2014.

Na Quadriciclo Brasil é assim, você só fica por fora de tudo que acontece no mundo Off-Road se quiser!  #QuadricicloBrasil #QuaTrilhaDoCerrado.

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